III Seminário Sul Brasileiro sobre a Sustentabilidade da Araucária homenageia Carlos Gusso por projeto que incentivou plantio de 15 milhões de mudas do pinheiro

Carlos Antonio Gusso, fundador do Grupo Risotolândia, criou projeto social em parceria com a Secretaria de Justiça do Paraná para o reflorestamento de Araucárias

49d29b51-1bde-4308-a7f5-2d1798ba7ad3.JPG


 O gênero Araucária, segundo reportagem publicada pela Época, faz parte do grupo das gimnospermas, as primeiras plantas que conquistaram o ambiente terrestre há mais de 300 milhões de anos. No mundo inteiro existem mais de 19 espécies e, entre elas, está a Araucaria Angustifolia, também conhecida como Pinheiro do Paraná ou Araucária. Em processo decisivo de extinção, segundo o professor da UFPR Flávio Zanette, o pinheiro ganhou espaço nos debates nacionais de sustentabilidade e virou tema principal de um Seminário que começou dia 23 e segue até dia 25 de maio em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.
 
Promovido por instituições de ensino superior - UPF, UFSM, UDESC, UFSC, UFPR e Embrapa Florestas - o III Seminário Sul Brasileiro sobre a Sustentabilidade da Araucária está debatendo diferentes temas, entre eles as cadeias produtivas da Araucária, conservação e biodiversidade, inovação, uso sustentável, educação, legislação e políticas públicas, além de homenagear personalidades que incentivaram o plantio da árvore.
 
No dia 23, o empresário homenageado foi o paranaense Carlos Antonio Gusso, fundador do Grupo Risotolândia. A empresa, especializada em refeições coletivas, firmou uma parceria com a Secretaria de Justiça do Paraná e lançou o projeto Gralha Azul. As atividades iniciaram em 2005 e encerraram em 2015, após cumprir seu objetivo: plantar 15 milhões de mudas do Pinheiro Araucária num período de 10 anos. Além de contribuir com a preservação do meio ambiente e incentivar a sustentabilidade, o projeto também ressocializou detentos da Colônia Penal Agroindustrial do Paraná na sociedade por meio do trabalho, afinal de contas, a cada três dias de atividades, um dia da pena era reduzido. Cada detento que participava do projeto recebia 75% do salário mínimo nacional.
 
“As mudas do pinheiro eram doadas por órgãos públicos, entidades filantrópicas e também pela própria comunidade e, depois de prontas, eram distribuídas por profissionais da UFPR, outra parceira do nosso projeto. Os interessados em ações de reflorestamento compravam as mudas por um valor simbólico de R$ 1 e esse valor era revertido ao Hospital de Clínicas de Curitiba”, explica Carlos Antonio Gusso.
 
Em outra oportunidade, o projeto também angariou R$ 18 mil ao Hospital Bom Jesus, na cidade de Rio Negro (PR). A ação foi proveniente de um convênio firmado entre a Auto Pista Planalto Sul e Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) para a compensação ambiental de obras executadas naquela rodovia.
 
Com essa visão sustentável e grande apelo social, o Gralha Azul também recebeu importantes prêmios, entre eles o renomado Chico Mendes, que revela ao país exemplos de solução entre desenvolvimento, justiça social e equilíbrio ambiental