Órgãos de educação atestam efetividade da alimentação escolar em Santa Catarina

O reconhecimento da qualidade das refeições foi feito durante o Seminário Nacional de Refeições para a Coletividade da Região Sul, realizado em Blumenau. O evento também falou dos desafios que os empresários de alimentação industrial devem enfrentar no próximo ano

As tendências do setor de refeições coletivas para 2016 foram debatidas no 3º Seminário Nacional de Refeições para a Coletividade da Região Sul (SENARC), realizado na última semana em Blumenau (SC). O mercado de refeições industriais não está muito otimista devido ao momento econômico. No entanto, a terceirização da alimentação escolar em algumas escolas estaduais de Santa Catarina, fornecida pelo Grupo Risotolândia, foi bastante elogiada pelos órgãos públicos que gerenciam o serviço.

O diretor de apoio ao estudante da Secretaria de Estado da Educação, Osmar Matiola, afirmou que o processo de terceirização da merenda escolar já está consolidado no Estado e, que entre as vantagens, estão a qualidade e a segurança alimentar das refeições servidas. Com a expertise de empresas especializadas conseguimos atender com mais segurança os alunos, inclusive os que têm restrições alimentares, como por exemplo, os celíacos, diabéticos e os intolerantes a lactose. A empresa fornece um cardápio individualizado para essas pessoas sem perder a interação com os demais estudantes”, disse.

A secretária de Educação de Blumenau, Helenice Glorinha Machado Luchetta, destaca que um dos fatores positivos pró terceirização da alimentação é a qualidade. “A alimentação é um fator básico para a garantia da saúde. Por isso, a terceirização da merenda com uma empresa que tem equipe especializada, nos dá a garantia de qualidade e segurança alimentar. Todo o cardápio é acompanhado por nutricionistas que sabem exatamente as quantidades indicadas de cada ingrediente para uma alimentação saudável, dentro dos padrões considerados ideais”, pontua.

O Grupo Risotolândia, que fornece alimentação nas escolas estaduais de Santa Catarina e Paraná, também fornece para alimentação para empresas privadas. “Nos dois casos, a alimentação é indispensável para uma melhor produtividade, tanto dos colaboradores e, principalmente, às crianças em fase escolar, que dependem da comida para se desenvolverem mais. Nesse momento de adversidades é muito importante que as empresas que prestam esses serviços sejam parceiras dos seus clientes garantindo a eles o melhor produto e buscando sempre inovações”, garantiu a diretora de Operações do Grupo Risotolândia em Santa Catarina, Elizete Furtado.

Reinventando na crise

Nos últimos meses, os empresários de refeições coletivas viram o preço dos alimentos alavancar. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (ABERC) mostram que o setor teve uma queda entre 8% e 10%, se comparado ao ano passado, quando fornecia todos os dias 12,2 milhões de refeições. Para um dos maiores especialistas em Food Service do país, Enzo Donna, quem não se preparou para novas oportunidades, para criar outros tipos de serviço, passa por grandes dificuldade.

“Ainda dá tempo de mudar as perspectivas, vislumbrando melhores resultados. O importante é adequar a situação econômica da empresa ao tamanho da equipe, à produtividade do negócio e, principalmente, continuar investindo na qualificação da mão de obra. Profissionais valorizados e motivados produzem mais e melhor”, disse Donna.

Segundo Donna, 2016 não será um ano tão difícil quanto 2015, mas ainda assim serão dias complicados para os empresários. “Em 2017 esperamos que a situação melhore, mas dependemos de uma solução política. Sem a resolução do problema política, não tem solução econômica. Isso está mais do que claro”, disse.

Entre as saídas para reduzir gastos, o chef Alexandre Bressanelli sugere o controle do desperdício. “Diariamente são jogadas no lixo 15% da produção de alimentos. É um número assustador. Por isso é necessário ter uma oferta de produtos assertiva. Fazer uma pesquisa com os clientes e colaboradores para saber o que é bem consumido e o que não é aceito. Assim, o corte não será de pessoas ou custos precisos, mas de desperdício, aumentando a produtividade sem descuidar da qualidade.”